História
da Cachaça

Pinga, cana, caninha, aguardente, chame-a do que quiser. Nossa cachaça é sagrada e está na história do país desde os tempos da colonização portuguesa. Ainda hoje, não se sabe ao certo em qual estado brasileiro a bebida começou a ser produzida. Mas estudos comprovam que, em meados de 1660, a cachaça já circulava como uma preciosa moeda para escamba de escravos. Reconhecida como o primeiro destilado das Américas, a cachaça passou por diferentes processos produtivos e políticos, influenciando diretamente na economia o Brasil. Durante os anos, foi comercializada clandestinamente e consumida em grande escala por escravos, garimpeiros, marinheiros e até senhores de engenho. Tornou-se o símbolo de nacionalismo na época de pré-independência e ainda hoje é conhecida como a bebida mais querida do Brasil. Na época da Abolição da Escravatura, a cachaça experimentou seu lado triste, ao servir d refúgio para muitos escravos recém-libertos eu sofriam com as dores da fome e da miséria. Esse período levou a uma decadência da cachaça, que passou a ser vista como a bebida de “pinguços” e “ cachaceiros”. Com o passar dos anos, a caninha ganhou toques de requinte e passou a ser consumida não só em festas, como também nas refeições da família brasileira. Popular entre todas as classe sociais, a cachaça hoje inspira cantigas, trovas, rezas e músicas, servindo de tema para sambas clássicos, marchinhas, frevos e serestas. É difícil não relacionar o Brasil com a famosa cachacinha